
Tecnologias...
...odiosas.Através delas, mais uma vez, vejo o que não quero. Talvez. Mas que precisava. Preciso.
Chega.
Sai.
Desaparece de uma vez por todas de mim. Recomeças-te a tua vida uns milhares de vezes e não me deixas fazer o mesmo.
Vai por favor.
Não venhas sequer em sonhos... Se ''elas'' não são como eu, não recorras a mim (também) para isso.
Não sei o que fazer de tudo o que és e ainda tenho de ti. Pudesse eu queimar tudo, destruir com toda a fúria que me domina agora (sem qualquer razão) e apagar-te de uma vez por todas!
Quero a tua felicidade, já o disse... Pena não queres a minha também.
Ate quando...?
Há dias em que nos cansamos de esperar por algo que parece nunca vir...Há dias em que deixamos de acreditar que algo poderá mudar...
Há dias em que, simplesmente não dá.
Até quando o banco vazio...? Passo horas sentada nele...Mas não o quero apenas para mim. É grande.
Até quando ficarei a ver o pôr do sol embrulhada naquela manta de sonhos cada vez mais retalhada...? Vão-se perdendo...Assim como quase tudo o resto que era tão meu...
Até quando...?
Cansada de ondas que rebentam mesmo a meus pés e depois apenas se dissolvem não deixando qualquer vestígio que num momento sequer me arrepiaram o espírito...Medo. Medo de ficar. Medo de ficarem.
Um banco vazio, assusta!
Um banco com alguém, convida-nos a sentar. Partilha. Silêncio. Presença.
Até quando? =(
The Butterfly Effect |The Butterfly Effect 2
Poderemos nós mudar... o passado?
Que passado? Que futuro?
Poderemos nós.......?
Quase...
Quando eu morrer...
Não quero um mar negro.Não quero frases feitas nem toneladas de flores (que até nunca fui muito disso).
Não quero silêncio ensurdecedor e muito menos lágrimas forçadas para parecer que doí...
Quero apenas que recordem...tudo o que fui/fomos*
Se quiserem rir, RIAM! Se quiserem chorar, CHOREM!
Mas o que fizerem, façam verdadeiramente. Porque de fingimentos já estou eu cansada em viva... O que fará depois de morta =)
27.Nov.2008
Vim. Não por mim, mas por algo que me transportou até cá. Dou por mim sentada num banco que desconheço a textura concentrando-me apenas no vai e vem das ondas. Está frio. E o cigarro que seguro entre os dedos não me aquece senão as vias até ao qual transporta o fumo vertiginoso que queima lá dentro. Silêncio. O horizonte, como uma linha perfeita entre o azul do céu e o azul ainda mais azul do mar, dão-me calma ainda que momentânea. Porque ás vezes é preciso parar. Porque ás vezes é preciso entrar em nós e percorrer os trilhos já tantas vezes percorridos…Inércia. Vejo o cigarro a aproximar-se do fim e sei que tenho apenas mais uns segundos em mim. O regresso é inevitável. Deixo o banco vazio. Alguém o irá ocupar tantas e tantas vezes até que volte a reconhecer o meu cheiro. Fui.
[FOZ - Porto]
O que será pior?
Obrigado.
[incompatibilidades]
Serão as linhas do comboio sempre paralelas? Nunca se encontrarão num destino qualquer, mesmo que infinitamente distante? Oh! Triste fado...
Em cada paragem, pára também a minha mente. Estabiliza numa memória perdida em mim, e a cada 'arranque' da maquina, são também arrancadas de mim. Desfragmentam-se assim. Talvez alguém as encontre. Talvez as compile. Talvez as compreenda e busque o seu dono.
Enrolo-me, enrosco-me mentalmente naquela manta ao xadrez, quente, macia; e sinto o conforto estranho do desentendimento entre os meus pensamentos e palavras.
Desculpa. Apenas. Por não estar. Por não puder estar (mesmo estando de qualquer forma).
Escrevo a minha existência num livro de uma folha apenas. Por mais que escreva, não encontro a margem final. Tem apenas uma linha e nunca a respeito. Escrevo acima e abaixo e começa a tornar-se incompreensível. Incompreensível? Continuas (continuam) a tentar ler ao contrario! Abre a capa, vira a folha, esquece a linha! Várias línguas. Entendo-a apenas como uma. A minha.
Gostava apenas de saber como estás. Se estás bem, se ainda vês a 'luz' (tu que a sentes como ninguém). Se estás vivo! Fazes-me falta, como sempre fizes-te e como sempre o soubes-te tão demasiadamente bem...(podias dar-me um sinal. sabes como.)
E de Ti. Lembrei-me também de ti. De toda a tua fúria e saturação de coisas que não temos o puder de mudar. E lembrei-me da ultima vez. Aquela em que tudo foi estranhamente estranho. Amanhecer. Ausência.
E pensei em Ti e em tudo o que fomos. Em tudo o que devíamos ser ainda, mesmo que não da mesma forma... E tive pena. Tenho.
E lembrei-me também de Ti. A quem conjugo agora os verbos noutro tempo verbal. Os verbos e os pronomes definidos e indefinidos. E sonho contigo... e rezo (por mais irónico que possa parecer) para que não passem de sonhos. Porque os sonhos, os meus sonhos (por vezes) estão certos. E são reais. E tenho medo. Por ti...por Ti! (o que está afinal a acontecer?)
Hoje pensei (mais uma vez). E preferia apenas não o ter feito.
[porque alguém disse algo de tão sábio como...]
''Xana, pa se começar uma relação são precisas duas pessoas, mas para acabar apenas uma! O amor é fodido.''
[eu não diria melhor]
_Coisas que eu sei_
Danni Carlos)
Eu quero ficar perto
De tudo o que acho certo
Até o dia em que eu mudar de opinião
A minha experiência
Meu pacto com a ciência
Meu conhecimento é minha distração
Coisas que eu sei
Eu adivinho sem ninguém ter me contado
Coisas que eu sei
O meu rádio relógio mostra o tempo errado
Aperte o play
Eu gosto do meu quarto
Do meu desarrumado
Ninguém sabe mexer na minha confusão
É o meu ponto de vista
Não aceito turistas
Meu mundo ta fechado pra visitação
Coisas que eu sei
O medo mora perto das idéias loucas
Coisas que eu sei
Se eu for eu vou assim não vou trocar de roupa
É minha Lei
Eu corto os meus dobrados
Acerto os meus pecados
Ninguém pergunta mais depois que eu já paguei
Eu vejo o filme em pausas
Eu imagino casas
Depois eu já nem lembro do que eu desenhei
Coisas que eu sei
Não guardo mais agendas no meu celular
Coisas que eu sei
Eu compro aparelhos que eu não sei usar
Eu já comprei
Ás vezes dá preguiça
Na areia movediça
Quanto mais eu mexo mais afundo em mim
Eu moro num cenário
Do lado imaginário
Eu entro e saio sempre quando eu tô afim
Coisas que eu sei
As noites ficam claras no raiar do dia
Coisas que eu sei
São coisas que antes eu somente não sabia... (2x)















