Fernando Pessoa
[É de compreender que sobretudo nos cansamos. Viver é não pensar.]
Fernando Pessoa
(sem titulo)
Não sei se estás bem ou não, mas também não me parece que faças por ISSO.
Não sei, não sei... nem tão pouco sei se quero saber.
Queria apenas flutuar sobre tudo isso e sentir-me livre de.
Amarras.Aperto.Sai.Saiam.Sirene.Alarme.Fuga!
|Visita aos doentes - Páscoa 2009|
As verdadeiras lições vem destas pessoas =) 'O verdadeio amor(...)' =']
|...e entre um abraço...|
Tecnologias...
Através delas, mais uma vez, vejo o que não quero. Talvez. Mas que precisava. Preciso.
Chega.
Sai.
Desaparece de uma vez por todas de mim. Recomeças-te a tua vida uns milhares de vezes e não me deixas fazer o mesmo.
Vai por favor.
Não venhas sequer em sonhos... Se ''elas'' não são como eu, não recorras a mim (também) para isso.
Não sei o que fazer de tudo o que és e ainda tenho de ti. Pudesse eu queimar tudo, destruir com toda a fúria que me domina agora (sem qualquer razão) e apagar-te de uma vez por todas!
Quero a tua felicidade, já o disse... Pena não queres a minha também.
Ate quando...?
Há dias em que nos cansamos de esperar por algo que parece nunca vir...Há dias em que deixamos de acreditar que algo poderá mudar...
Há dias em que, simplesmente não dá.
Até quando o banco vazio...? Passo horas sentada nele...Mas não o quero apenas para mim. É grande.
Até quando ficarei a ver o pôr do sol embrulhada naquela manta de sonhos cada vez mais retalhada...? Vão-se perdendo...Assim como quase tudo o resto que era tão meu...
Até quando...?
Cansada de ondas que rebentam mesmo a meus pés e depois apenas se dissolvem não deixando qualquer vestígio que num momento sequer me arrepiaram o espírito...Medo. Medo de ficar. Medo de ficarem.
Um banco vazio, assusta!
Um banco com alguém, convida-nos a sentar. Partilha. Silêncio. Presença.
Até quando? =(
The Butterfly Effect |The Butterfly Effect 2
Poderemos nós mudar... o passado?
Que passado? Que futuro?
Poderemos nós.......?
Quase...
Quando eu morrer...
Não quero frases feitas nem toneladas de flores (que até nunca fui muito disso).
Não quero silêncio ensurdecedor e muito menos lágrimas forçadas para parecer que doí...
Quero apenas que recordem...tudo o que fui/fomos*
Se quiserem rir, RIAM! Se quiserem chorar, CHOREM!
Mas o que fizerem, façam verdadeiramente. Porque de fingimentos já estou eu cansada em viva... O que fará depois de morta =)
27.Nov.2008
Vim. Não por mim, mas por algo que me transportou até cá. Dou por mim sentada num banco que desconheço a textura concentrando-me apenas no vai e vem das ondas. Está frio. E o cigarro que seguro entre os dedos não me aquece senão as vias até ao qual transporta o fumo vertiginoso que queima lá dentro. Silêncio. O horizonte, como uma linha perfeita entre o azul do céu e o azul ainda mais azul do mar, dão-me calma ainda que momentânea. Porque ás vezes é preciso parar. Porque ás vezes é preciso entrar em nós e percorrer os trilhos já tantas vezes percorridos…Inércia. Vejo o cigarro a aproximar-se do fim e sei que tenho apenas mais uns segundos em mim. O regresso é inevitável. Deixo o banco vazio. Alguém o irá ocupar tantas e tantas vezes até que volte a reconhecer o meu cheiro. Fui.
[FOZ - Porto]
O que será pior?
Obrigado.


